sexta-feira, 27 de março de 2009

< BAD TRIP TOTAL >



Péssima notícia para a alternatividade local, a revista ``Singular´ organizada e editada pelo jornalista Eliézer Rodrigues encerra suas atividades, pelo menos momentaneamente.

Em carta aberta ao público e publicada no blog do Roberto MacielL, o jornalista deixou claro os motivos que levaram ao fechamento do espaço onde a arte e a cultura sempre foram tratadas com a maior dignidade possível

“Caro Roberto Maciel,

Mais uma vez, peço a você que publique no seu precioso blog algumas letrinhas. O caso é o seguinte: comunique aí ao seu leitorado e a meia dúzia de leitores e leitoras da Singular que a chamada ‘revistinha’ saiu do ar, por falta de grana necessária para pagar os custos da publicação.

Cansei de ser uma espécie de Sísifo, aquele personagem da mitologia grega (’Por toda a eternidade Sísifo foi condenado a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível. Por esse motivo, a tarefa que envolve esforços inúteis passou a ser chamada Trabalho de Sísifo’ – fonte: Wikipédia). Claro que a minha pedra não foi o lado redacional da Singular, não. A pedra do meu carinho sempre foi a incompetência do Departamento Comercial em conseguir um mínimo de anunciantes.

Pense, seu Roberto Maciel, o que é o sujeito, a cada edição sair de porta em porta (e, olhe que não era vendendo espaços para publicidade). O que acontecia era mais cruel: eu era convidado a comparecer aos gabinetes dos mandarins de instituições governamentais e de empresas, muitas vezes carregado de promessas feitas, anteriormente, em momentos etílicos de mesa de bar. Só que elas se diluiam tão rápidas, como espuma de cerveja. Por justiça, não colocondeo nesta roda, o Banco do Nordeste, que, com anuência do seu assessor, jornalista Maurício Lima, o peculiar Maurição, sempre esteve presente com anúncio.

De lembranças e compromissos desse malfadado Departamento Comercial, trago somente dívidas e empréstimos bancários que fiz para segurar a barra: pagar diagramadores, ilustradores, repórteres, fotógrafos, gráficas e outras despesas.

A vida que segue”.


Uma pena...


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